Operation Crossroads e os Hellcats Atômicos

7 de outubro de 2014 0 Por admin

Todos que gostam de aviação militar conhecem o robusto Grumman F6F Hellcat, que foi o desenvolvimento do F4F Wildcat. O resultado foi um dos melhores aviões da 2ª Guerra Mundial. Seu poderoso e confiável motor radial de 18 cilindros Pratt & Whitney R-288-10W Double Wasp de 1.492 Kw de potência, impulsionava esta maravilhosa maquina de mais de cinco toneladas a uma velocidade de 600km/h. Seu raio de ação de 1.600km, bom poder de manobra e suas grandes asas que permitiam o transporte de letal armamento de combate o fizeram um oponente respeitável no Teatro de Operações do Pacífico com os americanos e na Europa, com os ingleses. Suas vitórias somaram mais de cinco mil aviões inimigos abatidos. Precisa dizer mais ?

Hellcats atômicos da US Navy

A Operação Crossroads foram testes atômicos realizados no Atol de Bikini (que originou o nome da roupa de praia feminino) e nas Ilhas Marshall à partir de julho de 1946. A Marinha e a Aviação do Exército Americano (a USAF- United States Air Force só seria criada como arma autônoma em 1947) utilizaram pilotos voluntários para controlar de distância segura os denominados aviões “Drones” ou rádio guiados, equipados com o aparelho Eclipse- Pioner P1K Auto Pilot. O Exérxito utilizou aviões B-17 e a Marinha o Hellcat na versão F6F- 5K, com pinturas brilhantes e chamativas. A função era fazer os “drones” voarem o mais próximo do cogumelo nuclear. Após completada a missão, os pilotos navais que monitoravam à distancia o “avião robô” os conduziam para a Base Roi, localizada na Ilha Kwajalein, onde pousavam em um local especialmente reservado para este fim. Depois de quatro horas de isolamento, as equipes de cientistas trajando roupas especiais, eram liberados para a remoção das câmeras fotográficas e recolhimento de amostras da poeira radiativa que impregnavam as fuselagens dos aparelhos envolvidos na missão. Além de sua importância científica e histórica, a Operação Crossroads foi pioneira a utilizar em larga escala a decolagem, voo e pouso de aviões rádio controlados. Mas a vida dos Hellcats F6F-5K Drones continuou, servindo de alvos para testes de impacto para os mísseis ar-ar e terra- ar em desenvolvimento. Um fato curioso envolvendo os Drones foi o ocorrido em 16 de agosto de 1956, onde um 5K decolou de Point Mugu para um voo de testes.Depois de 15 minutos de vôo o controlador perdeu o contato e controle do aparelho, que estava em rota para a cidade de Palmdale. Então, por medida de segurança, foram acionados dois interceptadores F-89 Scorpion, que abateram o Hellcat errante antes deste chegar próximo da área povoada.

Montando do Hellcat da Arii

Com o código A330-800, este veterano kit da Arii Plastic Models na escala 1/48, ainda é um dos modelos bons e baratos já lançados no mercado. São três árvores contendo 43 peças moldadas em baixo relevo e duas transparências. É um kit simples, com todas as peças apresentando um ótimo encaixe. Iniciei pela montagem e pintura do interior do cockpit, utilizando a cor Interior Green. O painel e os consoles laterais foram pintados na cor preta e realçados. Depois deste conjunto ser colado com as metades das fuselagens, iniciei o trabalho das asas, eliminando os orifícios das metralhadoras ,pois os “Drones” não transportavam nenhum tipo de armamento. Após a colagem das asas, fuselagem e estabilizadores, pintei o motor e fiz alguns efeitos internos antes de montá-lo na carenagem. As partes transparentes foram devidamente isoladas com tape apropriado e na seqüência, aplicada uma boa mão de primer. Pelas fotos coloridas, era bem visível as cores berrantes aplicadas dos aviões, só mudando, em alguns casos, a cor da cauda. Depois de muito pensar optei pela cauda amarela, então, antes, apliquei uma camada de tinta branca na cauda e estabilizadores e em seguida, pintei a cor X-8 Lemon Yellow da Tamiya.

Após a secagem, isolei esta parte e apliquei em todo o modelo, trens de pouso e portas de proteção a cor Orange FS 12215. No dia seguinte poli com uma flanela seca toda a superfície pintada. Com base nas fotos obtidas, verifiquei que a pintura era bem limpa, portanto, fiz um leve “wash” nas linhas e junções dos painéis e a sujeira dos escapamentos. Após a aplicação de uma leve camada de verniz brilhante apliquei os decais. Para selar o trabalho, apliquei em todo o kit uma mão de verniz semi fosco e pronto, estava finalizado o meu K-5 “Drone”. Ao colocar perto de um outro Hellcat com pintura de combate, noto que esta colorida versão foge totalmente dos padrões que estamos acostumados a ver nas convenções de plastimodelismo, mas valeu a pena, ficou diferente , resgatando um pouco desta quase desconhecida parte da história.

 

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