Pampa cinza 4857

15 de dezembro de 2014 0 Por admin

Por Júlio César Maringolo

Com a ativação do 2º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), em 1982, a região sul do pais passou a contar com uma cobertura radar em toda a sua extensão e, dentro deste cenário, a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou um planejamento para desenvolver e implantar um sistema de alerta e defesa aérea H-24 (24 horas por dia, 365 dias por ano) na região de Canoas (RS) e com isso transformar a operação do 1º/14º GAV Esquadrão Pampa”, que já operava os Northorp F-5E, em uma unidade exclusivamente de defesa aérea.DSC02157

DSC02161 IMG_1177 DSC02164 F-5 101 DSC02159 IMG_1825

Em complemento a implantação deste novo conceito de defesa aérea H-24, o esquadrão começou a testar um novo esquema de pintura para os seus Tiger II, sob a forma de uma camuflagem cinza claro, típica de defesa aérea.

A nova roupagem logo foi batizada de Cinza Pampa.

Em julho de 1987 durante o deslocamento do esquadrão para a Base Aérea de Anápolis, o F-5E matricula 4834 recebeu a nova pintura de cinza claro de baixa visibilidade que foi testada e aprovada nos combates dissimilares contra os Dassault Mirage IIIE do 1º Grupo de Defesa Aérea. A nova camuflagem, de fato, demonstrou que o avião praticamente ficou invisível em vários momentos durante os combates.

No final da década de 1980 a FAB, adquiriu um lote de 22 F-5E e quatro F-5F (de treinamento, biplace), já usados, para repor perdas operacionais. Os exemplares adquiridos eram oriundos do 425th TFTS, unidade de treinamento tático da United States Air Force (USAF, Força Aérea norte-americana), com sede em na Base Aérea de Williams (Arizona, EUA), e dos esquadrões Aggressor do 57th TTW, 64th e 65th FWS, todos sediados na Base Aérea de Nellis (Nevada, EUA), conhecida por abrigar o famoso exercício multinacional Red Flag, onde eram operados em missões de treinamento de combate dissimilar.

Ao iniciarem a sua operação no 1º/14º GAv, as aeronaves ostentavam o chamativo e curioso padrão de camuflagem agressor, que imitavam as pinturas utilizadas pelos aviões da antiga União Soviética com objetivo de treinarem os pilotos em situações de combate bem próximos aos real.

Conforme cada avião deste segundo lote adquirido pela FAB atingiu a marca de 1.200 horas voadas, as aeronaves foram encaminhadas para o Parque de Manutenção Aeronáutica de São Paulo (PAMA-SP) para passar pela Inspeção Periódica Pré-Programada. Ao término deste longo processo de revisão e manutenção, os caças passaram a ostentar o novo padrão de pintura escolhido para os F-5E/F do segundo lote, o Light Gull Gray (FS 36463). A mudança na configuração da camuflagem de todos os 22 caças deu inicio em 1990 e só foi concluída por total em meados de 1998.

Em 2000 uma das aeronaves F-5E recebeu uma cabine falsa (parabrisas e canopi) pintada abaixo do cockpit, ao estilo dos Boeing F/A-18C Hornet canadenses. Ficou comprovado que o recurso era valido e eficiente, pois criava certa dúvida ao oponente que não consegui distinguir se o F-5E estava em voo normal ou de dorso. Após os estudos, todos os caças do Pampa receberam a cabine falsa pintada em preto fosco.

O armamento dos F-5E do segundo lote para configuração de defesa aérea se resumia aos dois canhões Pontiac Colt M-39 A3 de 20mm e dos já obsoletos misseis ar-ar de curto alcance e guiados por infravermelho AIM-9B Sidewinder. Em 1998 o míssil de fabricação israelense Rafael Python III tornou-se parte do arsenal dos F-5E, ampliando significativamente as capacidades em missões de combate ar-ar.

 

E a AFV Club lançou o Tiger, na escala 1/48

O Northrop F-5E Tiger II da AFV Club (AR48102) é sem dúvida o melhor kit de F-5 na escala 1/48 já produzido, sendo muito superior a todos os outros. O modelo é perfeito, o cockpit e o painel de instrumentos são extremamente detalhados, as linhas dos painéis da fuselagem todas em baixo-relevo, e a folha de decais da AFV é de extrema qualidade. As peças transparentes são excelentes e com encaixe perfeito. São 182 peças incluindo photo etched. O kit vem com dois tanques subalares de combustível 568 litros cada), um ventral (1.042 litros), dois mísseis ar-ar de curto alcance AIM-9 Sidewinder e um sensor de ponta de asa usado para verificar acertos de disparos de mísseis em treinamentos simulados. Os freios aerodinâmicos, flap e leme vertical vem separados e podem ser colocados em posições diferenciadas. O kit também acompanha uma escada de acesso do piloto e decais para o 12 Squadron da Força Aérea da Malásia; do 144 Squadron da Força Aérea de Cingapura; do esquadrão aggressor VFC-13, da US Navy (Marinha norte-americana); e do 64th Fighter Wing Squadron do 57 FWW da USAF (United States Air Force, Força Aérea norte-americana).

Eu montei o meu Tiger II da versão utilizada pela FAB, modelo utilizado pelo 1º/14º GAv durante o final da década de 1990, usei as novas tintas a base d’agua Vallejo, que vieram para revolucionar o mercado e que proporciona excelente resultado. O decal utilizado é do nosso parceiro Felipe, da FCM Decals, de código 48-33.