Supermarine Swift

12 de março de 2016 0 Por admin

Por Guilherme Castro

Sendo uma evolução do Type 510, que deu origem ao caça embarcado Supermarine Attacker, o desenvolvimento do projeto levou ao Type 528, que realizou seu primeiro voo em março de 1950. As correções de projeto levaram ao Type 535 e a variante final foi o Type 541, que deu origem ao Swift.

SWIFT-2a Supermarine-Swift-FR.5 Supermarine-Swift-F.7 Supermarine-Swift-2nd-prototype-type-541

A encomenda inicial de 100 aeronaves, surgiu com a desconfiança que o projeto do Hawker Hunter tivesse problemas, atrasando a sua produção. Caso tal fato não acontecesse, pelo menos o Swift substituiria os Glosters Meteors, que já davam claros sinais de uma breve substituição de serviço na linha de frente. Assim, o projeto foi levado adiante, com a substituição dos motores Rolls Royce Nene, pela nova turbina Avon AJ65. Winston Churchil retornava como primeiro ministro em 1951 em um momento de tensão entre a OTAN e o Pacto de Varsóvia, em plena Guerra da Coréia ( 1950-1953 ).

Portanto, a prioridade era criar modernas armas de dissuasão, para coibir a escalada militar soviética. Com o rotulo de “Alta Prioridade”, foram construídos 18 aeronaves com a designação F.MK1, com o primeiro voo realizado em 25 de agosto de 1952, tendo Peter Thorne como piloto.

Mas os problemas de motorização, não permitiam que a aeronave desenvolvesse todo seu potencial. Mesmo assim, o modelo F1 foi qualificado para serviço no Squadron 56 da Royal Air Force. Os modelos MK2, Mk3 e Mk4, continuaram com superaquecimento de motores e problemas estruturais com os canhões de bordo.

O modelo FR. MK5, foi o que melhor se adaptou ao serviço, atuando como aeronave de reconhecimento. Tinha um nariz mais alongado para acomodar três câmeras fotográficas , era armado com dois canhões Aden de 30mm e impulsionado pelo motor Rolls Royce Avon 114, além de outros refinamentos.

A variante PR. MK6 era , também, uma variante de reconhecimento, mas totalmente desarmada. O canto do cisne foi a versão F.MK7, que seria a versão artilhada com os novíssimos mísseis Fairey Fireflash, sendo que das 14 unidades produzidas, nenhum deles foi colocado em serviço ativo na RAF. Os Swifts tiveram alguns momentos de glória, como por exemplo em 1953, quando o modelo MK4, pilotado por Mike Lithgow, quebrou o recorde de velocidade mundial, atingindo 1.187km/h. Da encomenda inicial de 497 unidades, apenas 200 foram construídas. Mas a vida do Swift foi sempre problemática, e para piorar as coisas, o Hawker Hunter foi um sucesso, eclipsando sua trajetória na história da aviação militar inglesa, sendo retirado de serviço ativo no início dos anos de 1960.

 

Supermarine Swift F.R MK5 Swift, Airfix, 1/72

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Sem sombra de dúvida, os últimos lançamentos da Airfix tem deixado muitos plastimodelistas satisfeitos, pois o padrão dos moldes, qualidade dos decais e as instruções de montagem, se adequaram ao Século 21. Confesso que fiquei surpreso com o lançamento, pois até então, tinha montado apenas o veterano e espartano kit da Hawk no final dos anos 60, que para efeito de comparação, mostro a tampa da caixa e as (poucas) peças que formavam o modelo. Mas vamos ao que interessa!

O kit, com o código AO 4003, é moldado em plástico cinza claro, em baixo relevo, sendo que a tampa da embalagem apresenta com um belo desenho do modelo. Seu interior abriga as quatro árvores, com 62 peças e duas menores com 6 peças transparente, folha de decais, para a decoração em duas versões e o manual de instruções à cores. Fiquei bem impressionado com a qualidade do interior do cockpit, pois para escala, até que é bem detalhado, com os consoles laterais e o manche. Os porões de rodas e hastes dos trens de pouso são bem moldados e convincentes.

Em algumas poucas peças, existem uns poucos excessos de plástico que precisam ser eliminados, mas nada que conte como ponto negativo. Outro ponto de destaque para o kit é que o leme, ailerons e flaps que vem separados, permitindo ao plastimodelista montar do jeito que quiser. Para que não haja surpresa, antes de fechar a fuselagem, não esqueça de adicionar peso no nariz. O que dá um charme especial, é a opção de se colocar o volumoso tanque ventral de combustível. A pintura é a da época, com a parte de cima nas cores Dark Sea Gray e Dark Green, já a parte inferior, dependendo da versão escolhida, poderá ser na cor alumínio ou PRU Blue. A decoração se restringe ao 79 Squadron e 11 Squadron, ambos estacionados na (então) Alemanha Ocidental no ano de 1956, em plena Guerra Fria. Quem adquirir o kit, terá em mãos um réplica de alta qualidade e a garantia de boas horas de divertimento.